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Da minha pouca sabedoria...

por isabel, em 17.10.12

Quando era mais nova escrevia sem parar e não queria mesmo parar, ia para o café com um caderno e lá continuava a escrever. Acho que a depressão que me alentava na altura era grande, hoje ao olhar para trás vejo que era gravíssima, não sei como sai de lá mas que saí, saí. Lutei com os meus medos, com as minhas ansiedades e procurei algo que me desse sentido na vida. Encontrei, segui esse caminho e melhorei aos poucos.
Claro que se não tivesse passado por isso não era a pessoa que sou hoje mas ainda hoje me sinto muitas vezes a cair por esse enorme buraco que é o da tristeza, dos sentimentos depressivos, do não ter vontade para nada. Acho que quem passa uma vez por isso depois já não consegue ser uma pessoa dita "normal". Passa sempre pelo mesmo, vezes sem conta, dias em que não consegue arranjar uma razão para se levantar, dias em que apetece desistir de tudo mas a chave, essa, é lembrar-se e recorda-se por tudo o que passou e tudo o que sofreu e não deixar-se entrar nessa espiral que é tão fácil de alcançar. A espiral que piora e piora até não haver mais nada que valha a pena e chegar a esse ponto...
Hoje já sinto os sinais. Quando começa a apetecer-me chorar em sítios públicos, ou seja, quando não é aquele chorar que todas as mulheres sentem naquelas alturas do mês, quando sinto o verdadeiro "chorar" a chegar sei que estou num ponto em que tenho de parar e pensar. Arranjar novas razões de viver, arranjar algo que me entretenha, encontrar uma paixão nova qualquer, nem que seja uma música, uma banda nova, uma série nova ou um amor platónico (quem não se apaixonou pelo Dean do Sobrenatural?). E é esta distracção, pequena e fútil que me faz ver que ainda há muitas paixões para descobrir e que apesar de muitas vezes me esquecer das minhas verdadeiras paixões, elas estão lá.
O hábito afasta-nos de ter sensações mais forte pelo que vemos diariamente como o meu JP que afinal é incansável ou como os meus meninos (canitos e gatitos) ou a minha família. Muitas vezes já não tenho o brilhozinho dos olhos quando os vejo pois afinal a paixão dá lugar ao amor e o amor não tem pressas, mas quando me recordo que me posso apaixonar momentaneamente por uma série ou uma música ou uma peça de roupa, lembro-me que para além disso tenho amor na minha vida e isso deixa-me feliz.
E assim se passa, quanto a mim, da tristeza, da depressão... à felicidade e amor :)

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publicado às 00:15


2 comentários

De Cláudia a 17.10.2012 às 12:36

É um assunto muito sério e 1º que tudo, os meus parabéns por teres "assumido o teu problema" e mais ainda por o teres conseguido ultrapassar quando estavas muito mal.

Agarra-te às pessoas que te fazem e querem bem =)
Muita força querida!

Beijocas*

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